Márcio Michelasi, em mais um bate papo da série de entrevistas “Mulheres nascem Empoderadas”, conversa com a modelo e estudante de psicologia Caroline Moecke.

Caroline Moeck, 24 anos, nascida em São Bernardo do Campo, ABC Paulista, com dupla cidadania (brasileira e sueca), ainda muito criança mudou para o interior de São Paulo, na capital do paraquedismo, a cidade de Boituva. 

Atualmente, estudante de Psicologia, a beldade, sempre modesta em relação a sua beleza, diz que “fui” modelo desde a adolescência, realizando inicialmente trabalhos como hobby. 

Caroline já participou de desfiles, ensaios para books e Lojas da região onde mora. Diz que o “job” que mais gostou, no meio da moda, foram os ensaios  de looks para lojas.”

Em nossa conversa sobre vida, violência doméstica e pandemia, Moecke abre seu coração, expõe suas fragilidades e expressa sua opinião sobre assuntos tão importantes na atualidade, diga-se, vivenciados por toda a nossa sociedade; no caso do COVID-19, este é um problema que não escolhe idade, rosto bonito ou status social.

Importante destacar que sobre o tema violência a mulher em época de pandemia, informações do Agência Brasil (agenciabrasil.ebv.com.br) trazem os seguintes dados: “No contexto da pandemia de covid-19, os atendimentos da Polícia Militar a mulheres vítimas de violência aumentaram 44,9% no estado de São Paulo. Em relatório divulgado hoje (20), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) informa que o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817, na comparação entre março de 2019 e março de 2020. A quantidade de feminicídios também subiu no estado, de 13 para 19 casos (46,2%).” (sic).

Leia o que Caroline Moecke respondeu ao Jornal dos Famosos:

O Brasil aumentou o número de violência contra a mulher durante a pandemia. O que você acha disso?

“Acho que é um reflexo do que vivemos diariamente no Brasil e no mundo, aonde sempre que existiu o machismo, digo que tudo em excesso faz mal. E o machismo não está fora disso. Com o isolamento e a convivência diárias infelizmente resultou em grandes números de violências domésticas. O que não é nenhuma novidade. Devemos prestar mais atenção a estes casos para que a nossa geração e as próximas sejam educadas e moldadas de forma correta. Respeitando ambos sexos de maneira justas.”

Como é ser mulher num país como o Brasil? Você acha que as mulheres bonitas como você sofrem mais violência psicológica ou assédio no dia a dia nos bares, baladas?

“Acho que a beleza é subjetiva, todos somos bonitos e bonitas independente de sua forma ou aparência, cada ser humano tem sua beleza única. Porém com toda certeza a respeito da violência psicológicas e os assédios acontecem a todo momento em ruas, bares ou baladas. Algo que repúdio! Toda mulher se sente mal quando é assediada desde modo. Nos sentimos como objetos de desejos masculinos.”

Se você tivesse que dar aula para os homens saberem como respeitar as mulheres, que temas você abordaria?

“Respeitem as mulheres elas poderiam ser sua mãe ou sua filha. Acredito que a abordagem acima da família colocaria todos os homens para pensarem e refletirem antes de mexer ou maltratar uma mulher.”

Já participou de algum concurso de beleza? O que acha deste universo?

“Já fui chamada muitas vezes, porém ainda não aceitei nenhum deles. Acho um universo competidor demais e o julgamento da beleza é subjetiva. ”

Nesta crise/pandemia o setor da beleza é dos mercados que tem sofrido muito impacto, pois os maquiadores, cabeleireiros e afins vivem apenas dos atendimentos que prestam as suas clientes. O que você teria a dizer da importância destes profissionais na vida de mulheres e homens?

“Acredito que esses profissionais da beleza são verdadeiros construtores de auto estima humanos. E merecem muito reconhecimento. Em um mundo aonde está um caos em todos os aspectos psicológicos. Pessoas que ajudam a melhorar a nossa autoestima são verdadeiros anjos. Acredito que esta crise vai passar e tudo voltará ao seu normal o quanto antes de Deus quiser.”

Como você está lidando mentalmente r espiritualmente com esta pandemia?

“Acho que não está sendo fácil para ninguém do mundo. O isolamento social, o medo de não sobreviver é inimigo para pessoas frágeis com doenças como depressão, síndrome do pânico entre outros problemas psicólogos da sociedade moderna atual. Devemos dar atenção para casos específicos como estes.”

Você se aproximou mais dos amigos e familiares pelas redes sociais?

“Com essa pandemia a família fez mais parte da nossa rotina e os amigos tive o prazer de conhecer os verdadeiros. Dizem que é no meio do caos que reconhecemos quem estás ao nosso lado.”

Tem algo sobre você que gostaria de nos contar?

“Tenho depressão e síndrome do pânico, então sou um ser humano que tem muita empatia pelo próximo. Tento ajudar sempre no que posso para melhor estado emocional da pessoa. Já morrei na Europa ano passado isso me rendeu experiências incríveis e muita sabedoria para lidar com problemas dos quais desconhecia. Tanto com a família como em amizades e relacionamento prezo pela honestidade, caráter e a verdade.”

Que mensagem você deixa aos brasileiros que estão enfrentando este momento de crise/pandemia do COVID-19:

“Que todos nós brasileiros tenhamos a sabedoria e a empatia com o próximo para que todo esse pesadelo acabe logo. Que sejamos mais unidos como ser humanos.”

Caroline Moeck é muito mais que um rosto bonito, é uma mulher sensível, humana, nascida empoderada e que tem muito a mostrar ao Brasil e ao Mundo, seja na área da beleza como na área da psicologia. Para quem deseja conhecer mais sobre essa loiraça, linda por dentro e por fora, sigam-na nas suas redes sociais: @carolinemoecke_