Dores de cabeça, na boca, na região do ouvido e maxilar provocam desconforto que ultrapassam a região do corpo que se concentram e, em muitos casos, podem significar problemas na Articulação Temporomandibular (ATM).
A região da estrutura facial que engloba a ATM é uma das mais complexas, pois é composta pelos músculos da mastigação, respiração, deglutição e fala, podendo produzir alterações patológicas quando se configura alguma disfunção, as conhecidas disfunções temporomandibulares, cujos diagnósticos e tratamentos necessitam de uma atenção especial.
De acordo com o especialista em DTM, mestre e doutor em Biologia Oral, João Marcos Mattos, as novas tecnologias têm contribuído muito para o avanço no tratamento das DTMs, pois além do exame físico que envolve a palpação dos músculos da mastigação, da articulação temporomandibular e a verificação da posição fisiológica de oclusão, diversos exames, altamente tecnológicos, têm auxiliado na precisão do diagnóstico, entre eles a eletromiografia, sensores de pressão oclusal, imagens em 3D, etc. Estes são capazes de verificar com precisão toda a atividade motora e elétrica que envolve músculos e tecidos associados à ATM.
O especialista explica que as formas de tratamentos são multifatoriais, entretanto um método bastante eficaz para diversos casos são as placas oclusais.  “A placa oclusal para ATM tem como principal função simular a oclusão dentária ideal, onde ela funciona como um gabarito levando a mandíbula para a posição de máximo conforto muscular, minimizando os sintomas, chegando até a remissão total do problema. “Ela atua na ação de remissão da dor localizada na cabeça, pescoço e áreas próximas as estruturas articulares, evitando processos inflamatórios e traumas, atuando de forma preventiva e terapêutica”, diz o doutor.
Segundo o especialista João Marcos, existem vários tipos de placas disponíveis no mercado, mas apenas as placas rígidas, ajustadas em Relação de Oclusão Cêntrica (ROC) e com as guias de trabalho bem definidas tem eficiência no tratamento das DTM’s.
As placas macias ou flexíveis são contraindicadas no tratamento do bruxismo e das DTM’s, pois é comum, como efeito colateral, o aumento do hábito de apertar, piorando os efeitos sobre os dentes, músculos e ATM.
Já as placas rígidas, ajustadas e com guias tem função diagnóstica e terapêutica bem descrita na comunidade científica. “Um aspecto importante é que as placas oclusais definem uma posição precisa da mandíbula, e por isso é necessário um constante ajuste, pois uma placa oclusal desajustada é tão danosa quanto à má oclusão encontrada. Esse modelo é adequado ao uso diário e intermitente, auxiliando o especialista no diagnóstico preciso da patologia que ocasionou a DTM” sinaliza o doutor.
Saiba mais sobre Dr. João Marcos Mattos através do Instagram: instagram.com/drjoaomarcosmattos
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