“Zé Pilintra, Resistência e Malandragem”, da fotógrafa Angélica Goudinho, denuncia o descaso com os moradores de rua e faz crítica social e política

Zé Pilintra é uma das entidades mais importantes dos cultos afro-brasileiros. Considerado o espírito patrono dos bares e é vinculado à boêmia, à vida noturna e à malandragem, é também o guia dos marginalizados, como os moradores de rua. Essa figura da nossa cultura que mescla alegria, desenvoltura e resistência é o tema central da exposição “Zé Pilintra, Resistência e Malandragem”, da fotógrafa Angélica Goudinho, que acontece no sábado, 18 de janeiro, a partir das 16h, no Palco Lapa 145, na Lapa.

– Trata-se de um ensaio fotográfico com o Zé Pilintra no bairro onde conta-se que viveu, a Lapa, e traz a sua interação social com os moradores de rua. Por meio da simpatia e da malandragem da personagem, atores sociais em cena sentem-se à vontade para relatar os problemas que enfrentam no cotidiano das ruas. O ensaio é um auto de resistência e protesto, seguindo a linha de pensamento surgida nas redes sociais após a última eleição presidencial no Brasil: ninguém solta a mão de ninguém – descreve Angélica.

As fotos mostram figuras anônimas e conhecidas, como a modelo Mariah Martinez e a atriz, cantora e compositora Rosângela Si, sempre em interação com a entidade.

Além da exposição, o dia também contará com a apresentação da artista plástica argentina Mariana Bonifatti, conhecida por diversos trabalhos em Santa Catarina e no carnaval carioca, que fará pinturas ao vivo. Para fechar com chave de ouro, roda de samba com Renata Braz  e Rosângela Si.

A entrada é franca. O Palco Lapa 145 fica na rua da Lapa, 145.

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